25 agosto, 2006

Quer ser manipulado?


Digníssimos frequentadores da casa, a conversa de hoje é um tanto longa e é sobre publicidade, caso os senhores não se interessem por este assunto, os convido a lerem umas revistas antigas (postagens anteriores) ou visitarem a casa de meus coleguinhas, cujo endereços (links) estão por aí em algum lugar da casa.

Momento PP* da semana
Descobri que faço isso para que minha frustração não tome grandes proporções, uma vez que acho fantástico esse mundo, mas não o habito.
Pretendo também colocar um link de comercial bacana por post, não só porque agora sei fazer link, tenho também uma grande vontade de compartilhar a idéia brilhante (em minha opinião) que alguém teve nessa profissão.

Momento PP desabafo
Acredito que a publicidade não é tão manipuladora quanto os seguidores de Toscani afirmam ser.
Se a publicidade tivesse mesmo o poder de invadir de maneira tão forte, massacrante e cruel, a mente dos “pobrezinhos” que são “inocentemente arrebatados” pelas campanhas, já se teria conseguido grandes legiões de seres altamente conscientes quanto ao uso de camisinha, o não uso de drogas, entre outras questões que regem os mandamentos da “boa” moral social.
No mais, ela não serve apenas para fantasiar e envolver avisados e desavisados (uma espécie de 007), existe a função bastante nobre de informar.
Por último e não menos importante, a publicidade envolve muitas outras funções em suas inúmeras ramificações: do mkt direto ao web 2.0/B2B passando por Spot, promoções de vendas, endomarketing e mídia exterior, ela não se resume à um ou outro comercial de carro ou de perfume importado (dos quais se deixam seduzir quem quer).
Em pleno séc. XXI é uma tremenda falta de consciência do processo evolutivo e da globalização, não se atentar que, em decorrência disso, o crescente capitalismo, gera, entre outras coisas, infinitas opções e escolhas em torno de um mesmo produto/serviço.
Antigamente você tinha uma ou duas opções de lâminas de barbear, de canetas, esponjas e produtos de limpeza (para citar apenas bens necessários), hoje, infinitas variações nos é apresentada para que você escolha uma margarina com iogurte sem gordura trans, como para escolher uma bolsa com apliques de fios de ouro.
A intenção de compra já existe, a publicidade apenas estimula seu desejo por algo já estabelecido pela sua mente.
Eu não posso culpar a publicidade de uma marca de relógios transados e descolados só por não ter resistido ao “incontrolável” impulso de tirar o cartão de crédito de minha carteira e ter comprado o dito cujo! Um absurdo.


Já me estendi bastante, resolvi expor meu ponto de vista em torno disso, por ter lido uma matéria sobre o movimento Stopub .


Para animar um pouco isso aqui, segue uma “diversãozinha” (essa é legal para aquele momento “vamos zoar o chefe”)

Fun !

* Publicidade e Propaganda


Um comentário:

Anônimo disse...

Apesar do blog não ser meu, me permito uma opinião:

Sou contrário ao que disse, acredito sim que um comercial tem poder imenso de manipulação, principalmente quando sua intenção não é mto evidente.
Uma boa (e atual) referência é o filme Obrigado por Fumar.