28 setembro, 2005

piedade


Ouvindo Maria Rita na fila do banco até me fez achar que ela andava.
Esses dias com tantas coisas técnicas povoando meus neurônios, eu não estou com inspiração para minhas viagens intergalácticas. As estadias sonhadoras já não fazem parte ha longas chuvas.
Estou como me deixando levar pelas ondas agitadas de algo que parece um ciclone. Será um ciclo? Os ciclos demoram tanto? Porque tudo é tão relativo?
Ler e observar, ler e observar.... tudo parece uma engrenagem sem sentido, uma mecânica distorcida dos dias. Em quem você confia? Períodos de arrastamento...
Não quero falar da política que me enerva e me limita, me desfragmenta e me amarra.
O velho jogo de manipulações, as nuances da instituição falida, poder massacrante, massacrado e degenerativo.
Tudo isso e mais um pouco me cansa, corrói e me deixa como uma criança nua no parque.
A música é um bálsamo e faz algumas flores naturais brotarem nessa primavera congelante.

Coisas que abomino no ser humano:
  • falta de educação/grosseria
  • falso moralismo
  • pessimismo

Tive o desprazer catastrófico de cruzar com um elemento/animal dessa espécie disfarçado de cliente (possuidor dos 3 ítens acima juntos), mas enfim, tenho dó dele por não ter desenvolvido habilidade intelectual e maior absorção de inteligência e humildade em sua triste e patética vidinha....pobre alma, que Deus em sua infinita bondade (que eu ainda não alcancei) tenha pena desse ser.

No mais, eu, pobre mortal que na teoria desenvolve esses textos de piedade para com esses ácaros da sociedade, em formato "zen budista - viva a paz", quero deixar bem claro que, antes de ter esses surtos de calmaria espirtual com tamanho inseto-humano, desejei que o pênis dele diminuísse a cada minuto que palavras (?) despejadas por aquela lata de lixo fossem pronunciadas em seu costumeiro estilo arrogante. Enfim, o cérebro dele está embalsamado no século IV.

Fila do banco: Não vale a pena (Maria Rita)

21 setembro, 2005

desabafo do passado

Fragmentos distorcidos da revolta humana.
Doces cactos, dúvidas constantes em fatos dilacerantes.
Sombrias caravelas ao mar de vento, as mensagens são reais desde o início.
Os delírios vão partindo com a certeza da história pronta e de fim cortante.
Vestígios que cobrem o céu de Vênus na escuridão das secas, na escuridão das plumas, do jardim encantado.
Torcidas nuvens, concretos de fel na amostra do destino.
p.s - hoje é dia da árvore.

19 setembro, 2005

Arrastando com as músicas


Acho que o desespero me faz ouvir Mpb, essa época de tcc, carência, política e papéis por todos os lados me faz baixar músicas do Chico Buarque, Djavan e Pedro Mariano aqui no pc....sei lá, talvez isso me deixe com uma sensação de "nem tudo está perdido".... não sei ao certo, parece que a podridão e impunidade se dissipa um pouquinho....ou então eu tenha cansado (por ora) de entender todo o esquema e toda a corriqueira corrupção existente.
Seja como for, eu só quero uma melodia suave para meus dias pesados...
Sem contar que a indecisão dos humanos me deixa impaciente e às vezes me torna impulsiva, devo fazer algo a respeito, afinal, ficar contando com as pessoas não deveria me deixar apreensiva, mesmo que esses ordinários digam que vão fazer uma coisa e não fazem.
Calma...! vou olhar para isso e pensar: que importância isso terá daqui 50 anos? devo ter tirado isso de algum livro de auto-ajuda, só pode...rs..


João e Maria (Chico Buarque)

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões, os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque e ensaiava o rock para as matinês
Agora eu era o rei

Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei a gente era obrigada a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião, o seu bicho preferido
Vem, me dê a mão, a gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá desse quintal era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?


Música da semana: Wish you were here - Bee gees