22 agosto, 2005

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Após breve período sem comunicação com a base terrena, cá estou nas lembranças dos dias fatídicos. Hoje estou com aqueles lapsos das metáforas...

O tempo sossegado nas sombras das ondas tenebrosas, nada pode assustar o gigante dos dias. Sábias explicações e teses reais da natureza morta.
As avenidas e os prédios cifrados na utopia das tardes geladas, ora devastadas, ora famintas de novas construções tragicômicas (como sempre foi).
E os sonetos prometidos? E a grande escala nos devaneios? Fantasias e sonhos do outono nesse inverno que vem mais calmo. Realidade crua nas teclas da vida. Súbitos corações em trilhos rápidos e pendentes, ora dependentes.
Os remédios nem sabem para onde vão e para onde querem mesmo ir, nesses passos tão previsíveis. Na homeopatia em gotas de fé subhumana. Os desejos em frascos e em lacres, sementes da poesia escassa.
Arrastando cometas em suas caudas solitárias, o que pode estar mais camuflado que o olhar do dragão?
Menos receios no fio da navalha e menos cócegas ao nascer do sol para o próximo desfrute.



Música do dia: Black Balloon - Goo Goo Dolls

Últimos filmes: O fabuloso destino de Amélie Poulain - Filhote - Conversando com mamãe - Closer

Um comentário:

Anônimo disse...

Poulain eh o que ha de melhor, assisti esse filme na casa do Le, comendo muuuuuuiiitttooo.

Bom ler textos novos aqui.

Beijos.

Ps. Vocë assistiu domingo Bridget