30 agosto, 2005

o tempo e o campo


Parece que a camada de ozônio está em péssimas condições, caso contrário eu não iria acordar às 6 da manhã com o calor de 30° invadindo minha janela como se fosse o sol do meio-dia lá do interior....
Engraçado que, enquanto o frio me deixa mais triste, o calor de 30° me deixa meio desolada e aborrecida, meio que raivosa, será que devo me mudar para um planeta não afetado pela redução da camada de ozônio, efeito estufa e precipitação de chuva ácida?

CASA NO CAMPO - linda Elis

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E um filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais

29 agosto, 2005

Coisas da Vida


Assisti um filme ontem chamado "Sideways - entre umas e outras", eu achei o filme engraçadinho, acho que, de certa forma, fiquei mais motivada com certas coisas da vida que não deveríamos deixamos passar, por pessimismo, timidez ou insegurança. Temos medo de nos arriscar, mas só temos uma vida, não é certo se privar de coisas que julgamos nos trazer felicidade, desde que não prejudique outras pessoas (sem entrar no conceito relativo de prejudicar).
O filme pode ser sem graça para algumas pessoas (afinal, não tem nada de mais, nada que chame muito a atenção), mas parece que, para mim foi como um chacoalhão, talvez pela fase em que me encontro, ou sei lá o que... Existem coisas que não mudaremos com qualquer gesto aparentemente eficaz, certas coisas demoram um tempo que não queremos esperar....(essa é a pior parte). Tento não desanimar com essa espera, e parece que nessas horas temos que nos voltar para dentro de nós mesmos por meio de nossas crenças....não há explicação científica para uma espera, para cura, para angústias e clamores...

No mais, fui me divertir um pouco no sábado.

Música do dia: Bad day - Daniel Powter

22 agosto, 2005

Return


Após breve período sem comunicação com a base terrena, cá estou nas lembranças dos dias fatídicos. Hoje estou com aqueles lapsos das metáforas...

O tempo sossegado nas sombras das ondas tenebrosas, nada pode assustar o gigante dos dias. Sábias explicações e teses reais da natureza morta.
As avenidas e os prédios cifrados na utopia das tardes geladas, ora devastadas, ora famintas de novas construções tragicômicas (como sempre foi).
E os sonetos prometidos? E a grande escala nos devaneios? Fantasias e sonhos do outono nesse inverno que vem mais calmo. Realidade crua nas teclas da vida. Súbitos corações em trilhos rápidos e pendentes, ora dependentes.
Os remédios nem sabem para onde vão e para onde querem mesmo ir, nesses passos tão previsíveis. Na homeopatia em gotas de fé subhumana. Os desejos em frascos e em lacres, sementes da poesia escassa.
Arrastando cometas em suas caudas solitárias, o que pode estar mais camuflado que o olhar do dragão?
Menos receios no fio da navalha e menos cócegas ao nascer do sol para o próximo desfrute.



Música do dia: Black Balloon - Goo Goo Dolls

Últimos filmes: O fabuloso destino de Amélie Poulain - Filhote - Conversando com mamãe - Closer