
Estou lendo o livro "Cem anos de solidão" - Gabriel Garcia Marquez
Neste momento o frio que me abate é maior e mais forte que em qualquer outro dia de inverno, e o motivo não é, a estação.
Não sei exatamente porque me sinto e me envolvo dessa forma em labirintos surreais de minha mente, as coisas vão se tornando tão melancólicas de repente que é como se minha galáxia longínqua viesse para mais perto de mim e depois voltasse para a realidade dos planetas óbvios.
É um gosto amargo que experimento por vezes em frações de segundos, eu me absorvo nesse emaranhado de flashes que ora me confundem, ora me fazem de um sorriso maroto temporário.
Suave como como um inocente campo de algodão em tempos de primavera e ao lado bate à porta o olho do ciclone que arrasta e destrói as mais belas canções de lindos dias de brisa e cor.
Preciso respirar um pouco e perceber melhor as notas musicais de um inverno que pode ser mais doce e sentido, inspirado e calmo como um poema de Pablo Neruda.
Com tudo isso, continuo monossilábica.
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