
Teoricamente hoje é feriado (ainda que feriados só façam a gente pensar besteiras e recordar as mesmas e velhas questões não resolvidas).
Teoricamente eu ficaria em casa lendo e tentando como sempre colocar em ordem as bagunças da mente, justificando para isso o tal do "feriado".
Enfim, fui trabalhar.
E, claro, novamente como visões diabólicas intempestivas, vejo literalmente a figura do passado despedaçado em reflexos passeando e cercando minhas sombras, como se eu fosse cobrada por um outono que nunca existiu.
Despedindo de fragmentos que se degladiam em todos os segundos em meus neurônios, os velhos jogos que já não fazem mais sentido, que ora são, ora nunca foram.....e tiveram suas formas deturpadas, arrastadas e esmagadas pelas folhas outonais.
Sinto a leveza e o vazio de uma marca que agora, lúgubre, caminha ao próprio encontro não estabelecido.
Correntes se quebram e mais um trincado em meu coração.
Música do dia: Adios Nonino - Astor Piazzolla
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